As responsabilidades apuradas deveriam ser cobradas tanto na esfera cível, através de ações indenizatórias, quanto na penal, punindo-se sumariamente a quem desobedecer às recomendações do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia, Anvisa ou qualquer outro órgão com poderes para tal.  A justiça deve ser simplificada para o julgamento de tragédias. Casos como o do “Bateau Mouche” se arrastam por anos a fio, prejudicando a indenização das vítimas e, o que é pior, não sendo usado pela sociedade de forma educativa, no intuito de não voltar a acontecer de novo.

A fiscalização também pode ser partilhada com a sociedade, de forma indireta porém com bons resultados. Isto funcionou em diversas áreas e pode funcionar em quase todos os ramos de negócios. Um bom exemplo é a Lei do Consumidor, que definiu direitos e poderes à parte mais fraca da relação, modificando as relações comerciais de forma definitiva. Você se lembra que antigamente os produtos não vinham com a data de validade tão clara? Hoje em dia ninguém se atreve a vender qualquer produto vencido,  isto porque sabe que vai perder o seu bem mais precioso: o cliente. Com as boates, casas de espetáculos e afins, se houverem leis que definam quais sistemas de segurança são fundamentais e o que o cliente poderá fazer caso elas não sejam respeitadas, muita coisa pode ser mudada sem a necessidade da presença exclusiva do poder público, partilhando a fiscalização com toda a sociedade.

Por fim, se fosse obrigatório ainda que casas de espetáculos, boates, etc, contratassem seguros para cobrir não só os bens como também as pessoas que lá frequentam, as seguradoras exigiriam que as normas de segurança fossem cumpridas, faria inspeções de constatação (como fazem com o seu carro, por exemplo), enfim, seriam mais uma peça importante neste processo fiscalizatório.

Sinceramente não sei quem proferiu, mas gosto muito daquela frase: “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim” . Não dá para voltarmos no tempo, mas dá para evitar fatos similares no futuro.

Esperamos que o futuro seja melhor.

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